Olá Joinville (sobre ser mulher - 4)


Será que o cara que passa por mim secando meus peitos acha que eu vou achar aquilo bacana?
- Que gata!
Não pode ser! Não acredito nisso, o cara não pode ser tão babaca assim.
Acho que esse é o efeito colateral dos filmes de sacanagem, meu ex-marido adorava assistir essas merdas, ficava na vã ilusão que uma mulher com três caras ao mesmo tempo, metendo em todos os seus buracos possíveis, é o sonho de qualquer uma, inclusive eu. Daí ele perguntava:
- Você não gostaria?
Gostaria meu “amor”, gostaria que a sua mãe não fosse tão machista e te mandasse um dia lavar a louça quando você era pequeno. Quem sabe não abriria essa sua cabecinha de camarão.
Descobri meditando mais tarde que aquilo era na verdade uma tara dele, o ser humano é tão engraçado (ou desgraçado) que gosta de sofrer, tem prazer no auto-flagelo (é assim que se escreve?), daí também o sucesso das músicas que falam de sofrimento e de gente que foi trocada por outras gentes. Então o idiota vai lá, coloca uma música dessas bem alto e pede uma dose de alguma coisa. Parece que sofre, mas está fazendo aquilo que mais gosta: sofrer. Ou seja, numa análise mais profunda não está sofrendo, já que aquilo lhe dá um certo prazer. (não levem a mal, estou meio alta)
Bem, daí tem a influência da televisão também, fazendo que uma parte das mulheres fique pensando que sua bunda é a peça mais importante do corpo.
Daí o cara olha um enorme de um pinto daquele dos caras nojentos desses filmes e vem perguntar do dele. Insegurança que ele mesmo provocou... que mais tarde se transforma em ciúmes.
Antes de conhecer meu ex eu havia aprontado bastante na cidade, era uma filinha de papai e cheia de amigos e amigas muito avançadas para uma cidade do interior.
Durante anos - muitos anos - mesmo eu escolhendo casar com o traste o meu passado era um incômodo para ele, que coisa louca, eu não ter perdido a virgindade com ele era uma catástrofe, mesmo só tendo conhecido o cara cinco anos depois... O que ele queria que eu fizesse? Voltassa no tempo? Vai entender...
Sobre o que aprontei antes de casar conto nas próximas mensagens. Colocava a cidadezinha de pernas para o ar.
Fugi do marido violento e dos comentários das bocas maldosas da cidade, e para minha surpresa caio em uma armadilha: a maior cidade do estado prolifera o racismo e discriminação (palavras de um rapaz que fez comentários)

Mas deixe para lá, sou livre aqui, vou fumar mais um Marlboro e dormir (sozinha graças a Deus) fodam-se os que fazem piadinhas na rua.
Conselho aos homens, se preocupem mais com caráter do que com seus orgãos.
Tchau Joinville.

Um comentário:

maikon disse...

Olá Beatriz
Como está ?
Na noite de ontem descobri seu blog e tenho gostado do que vem escrevendo por aqui.
É importante encontrar diferentes olhares da cidade de joinvas.
se estiver no orkut, por favor
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=54495493
comunidade destinada aos blogueiros-as da cidade.
inté.
www.vivonacidade.blogspot.com